segunda-feira, 28 de novembro de 2011

O vazio do nosso coração

Todos nós em determinados momentos de nossas vidas, percebemos em nosso interior uma mistura de sentimentos, que por muitas vezes não sabemos definir o que é.
Sentimos uma mistura de tristeza, solidão, angustia e saudade. Em momentos como estes percebemos que algo está nos faltando.
Algumas vezes procuramos nos satisfazer com diversas atividades, viajar, jogar futebol, jogar vídeo-game, praticar um Paintball, sair com os amigos, freqüentar baladas, passear no shopping, ir ao cinema ou alugar “200” filmes para assistir no final de semana, alguns vão mais além, e acabam tentando preencher este vazio, com bebidas e drogas.
 Alguns acreditam que se conseguirem aquela “tão esperada promoção” se sentirão satisfeitos, outros acham que se passarem “naquele” concurso público que trará grandes benefícios e estabilidade, outros ainda acreditam que serão completamente realizados se encontrarem a pessoa ideal para sua vida.
Mas, com o passar do tempo, mesmo diante das grandes conquistas e realizações, percebemos que todas estas coisas, por mais prazerosas e marcantes que sejam não são suficientes para preencher este vazio.
Diante disso me lembro da frase do grande pensador CS. Lewis que diz: Eu descobri em mim mesmo desejos os quais nada nesta Terra pode satisfazer. A única explicação lógica é que eu fui feito para outro mundo.
Temos dentro de nós um vazio que produz diversos sentimentos e desejos e nada nesta terra pode satisfazer, porque este vazio tem o tamanho de “Deus” e apenas ele pode preencher.
Glésio Chaves Gomes

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Algumas considerações sobre verdade


A verdade é descoberta, e não inventada. Ela existe independentemente do conhecimento que uma pessoa tenha dela (a lei da gravidade existia antes de Newton).

A verdade é transcultural. Se alguma coisa é verdadeira, então ela é verdadeira para todas as pessoas, em todos os lugares, em todas as épocas (2 + 2 = 4 para todo o mundo, em todo lugar, o tempo todo).

A verdade é imutável, embora as nossas crenças sobre a verdade possam mudar (quando começamos a acreditar que a Terra era redonda, em vez de plana, a verdade sobre a Terra não mudou; o que mudou foi nossa crença sobre a forma da Terra).

As crenças não podem mudar um fato, não importa com que seriedade elas sejam esposadas (alguém pode sinceramente acreditar que o mundo é plano, mas isso faz apenas a pessoa estar sinceramente errada).

A verdade não é afetada pela atitude de quem a professa (uma pessoa arrogante não torna falsa a verdade que ela professa. Uma pessoa humilde não faz o erro que ela professa transformar-se em verdade).

Todas as verdades são verdades absolutas. Até mesmo as verdades que parecem ser relativas são realmente absolutas (e.g., a afirmação "Eu, Frank Tutek, senti calor no dia 20 de novembro de 2003" aparentemente é uma verdade relativa, mas é realmente absoluta para todo o mundo, em todos os lugares, que Frank Turek teve a sensação de calor naquele dia).

Em resumo, é possível haver crenças contrárias, mas verdades contrárias é uma coisa impossível de existir. Podemos acreditar que uma coisa é verdade, mas não podemos fazer tudo ser verdade.

Extraído do livro: Não tenho fé suficiente para ser ateu. Norman Geisler e Frank Turek, Pag. 26, Ed. Vida)

EXISTEM EVIDÊNCIAS HISTÓRICAS PARA A RESSURREIÇÃO DE JESUS?

UM DEBATE ENTRE WILLIAM LANE CRAIG E BART D. EHRMAN

WILLIAM L. CRAIG: Por agora, eu quero esboçar brevemente como o argumento histórico para a ressurreição de Jesus se apresenta. Ao construir uma argumentação para a ressurreição de Jesus, é importante fazer uma distinção entre evidência e a melhor explicação para a evidência. Esta distinção é importante, pois na argumentação em questão a evidência é relativamente não-controversa. Como veremos, a evidência é aceita pela maioria dos estudiosos. Por outro lado, a explicação para a evidência é controversa. Que a ressurreição é a melhor explicação para a evidência é uma questão controversa. Embora Dr. Ehrman diga que não possa existir qualquer evidência histórica para a ressurreição, veremos que o que ele realmente quer dizer com suas palavras é que a ressurreição não pode ser a melhor explicação para a evidência, não que não exista evidência.
Prossigo, então, para meu primeiro ponto, a saber:
(I) Existem quatro fatos históricos que precisam ser explicados por alguma hipótese histórica adequada:
- O sepultamento de Jesus.
- A descoberta de seu túmulo vazio.
- Suas aparições post-mortem.
- A origem da crença dos discípulos em sua ressurreição.
Agora, vamos analisar este primeiro ponto mais de perto. Eu quero compartilhar quatro fatos que são largamente aceitos pelos historiadores atualmente.
Fato #1: Após sua crucificação Jesus foi sepultado por José de Arimatéia em uma tumba. Os historiadores sustentam este fato baseando-se em evidencias como:
1. O sepultamento de Jesus é atestado multiplamente por fontes primitivas independentes – Nós temos quatro biografias de Jesus, por Mateus, Marcos, Lucas e João, que formam o Novo Testamento juntamente com várias cartas do apóstolo Paulo. O relato do sepultamento é uma parte do relato de Marcos sobre a história do sofrimento e morte de Jesus. Trata-se de uma fonte muito próxima aos acontecimentos que provavelmente é baseada no testemunho de um observador dos eventos e que, sobre a qual, o comentarista Rudolf Pesch data para algum momento entre sete anos após a crucificação. Além disso, Paulo cita uma fonte extremamente antiga para o sepultamento de Jesus que a maioria dos estudiosos data para algum momento entre cinco anos após a crucificação de Jesus. Testemunhos independentes sobre o sepultamento de Jesus por José de Arimatéia são também fundamentados nas fontes por trás de Mateus e Lucas e o evangelho de João, para não citar o evangelho apócrifo de Pedro. Assim, nós temos pelo menos cinco notáveis fontes independentes sobre o sepultamento de Jesus, algumas extremamente próximas ao evento da crucificação.
2. Como um membro do Sinédrio Judaico que condenou Jesus, José de Arimatéia provavelmente não é uma invenção cristã – Existia uma hostilidade compreensível no início na igreja em relação aos líderes judeus. Aos olhos dos cristãos, eles planejaram a condenação judicial de Jesus. Assim, de acordo com o estudioso do Novo Testamento Raymond Brown, o sepultamento de Jesus por José é “muito provável”, uma vez que é “quase inexplicável” porque os cristãos inventariam uma história sobre um membro do Sinédrio Judaico que fez um bem a Jesus .
Por estas e outras razões, a maioria dos críticos do Novo Testamento concordam que Jesus foi sepultado por José de Arimatéia em uma tumba. De acordo com John A. T. Robinson da Cambridge University, o sepultamento de Jesus em sua tumba é “um dos mais antigos e melhor-atestados fatos sobre Jesus” .
Fato #2: No domingo após a crucificação, a tumba de Jesus foi encontrada vazia por um grupo de seguidoras de Jesus. Entre as razões que levaram a maioria dos estudiosos a esta conclusão estão:
1. A tumba vazia também é atestada multiplamente por fontes antigas independentes – A fonte de Marcos não terminou com o sepultamento, mas com a história da tumba vazia, que está ligada à história do sepultamento verbal e gramaticalmente. Além disso, Mateus e João contêm fontes independentes sobre a tumba vazia; esta história também é mencionada nos sermões nos Atos dos Apóstolos (2.29; 13.36); e esta é implícita por Paulo em sua primeira carta à igreja de Corinto (I Co. 15.4). Assim, novamente nós temos múltiplas fontes antigas atestando o fato da tumba vazia.
2. A tumba foi descoberta vazia por mulheres – Na sociedade judaica patriarcal o testemunho de mulheres não possuía consideração. De fato, o historiador judeu Josefo disse que não era permitido às mulheres servirem como testemunhas em um tribunal judaico. À luz deste fato, quão extraordinário é o fato de terem sido mulheres quem descobriram a tumba vazia de Jesus. Qualquer invenção posterior certamente colocaria discípulos homens como Pedro e João como descobridores da tumba vazia. O fato de terem sido mulheres, mais do que homens, que descobriram a tumba vazia, é melhor explicado pelo fato de que elas eram as principais testemunhas para o fato da tumba vazia, e os escritores dos evangelhos sinceramente relataram isto, para eles, a descoberta da tumba pelas mulheres foi um fato incomodo e embaraçoso.
Eu poderia continuar, mas eu acho que foi dito o suficiente para indicar porque, nas palavras de Jacob Kremer, um especialista austríaco sobre a ressurreição, “a confiabilidade das narrativas bíblicas em relação à tumba vazia é sustentada firmemente pela grande maioria dos exegetas” .
Fato #3: Em diferentes ocasiões e sobre várias circunstâncias diferentes indivíduos e grupos de pessoas experimentaram aparências de Jesus ressuscitado da morte. Este é um fato que é virtualmente reconhecido universalmente pelos estudiosos, pelas seguintes razões:
1. A lista de Paulo das testemunhas oculares das aparições do Jesus ressurreto garante que tais aparições ocorreram – Paulo nos diz que Jesus apareceu para seu principal discípulo Pedro, então para o grupo dos apóstolos conhecido como “os doze”; então depois ele apareceu para um grupo de 500 discípulos de uma só vez, então para seu irmão mais novo Tiago, que até então era aparentemente um descrente, então para os discípulos. Finalmente, Paulo acrescenta, “ele apareceu também a mim”, quando Paulo era ainda um perseguidor de cristãos (I Co 15.5-8). Dado o momento no qual Paulo escreveu tais informações, bem como sua familiaridade com as pessoas envolvidas, estas aparições não podem ser desconsideradas como simples lendas.
2. Os relatos das aparições nos evangelhos provêm múltiplas e independentes atestações das aparições – Por exemplo, a aparição a Pedro é atestada por Lucas e Paulo; a aparição aos “doze” é atestada por Lucas, João e Paulo; e a aparição para as mulheres é atestada por Mateus e João. As narrativas das aparições alcançam tantas fontes independentes que não se pode racionalmente negar que os primeiros discípulos tiveram tais experiências. Assim, até mesmo o crítico cético do Novo Testamento Gerd Lüdemann conclui, “Pode ser tomado como historicamente certo que Pedro e os discípulos tiveram experiências após a morte de Jesus nas quais Jesus apareceu a eles como Cristo ressurreto” .
Finalmente,
Fato #4: Os discípulos de repente e sinceramente começaram a acreditar que Jesus havia ressuscitado dos mortos não obstante suas muitas predisposições para o contrário. Pense na situação que os discípulos encararam após a crucificação de Jesus:
1. Seu líder estava morto – E as expectativas judaicas messiânicas não continham a idéia de um Messias que, ao invés de triunfar sobre os inimigos de Israel, seria vergonhosamente executado pelos seus inimigos como um criminoso.
2. Crenças judaicas sobre o além-vida excluíam a possibilidade de qualquer pessoa ressuscitando da morte para a glória e imortalidade antes da ressurreição geral da morte no fim do mundo – Todavia, os discípulos repentinamente começaram a crer tão fortemente que Deus ressuscitou Jesus de dentre os mortos que eles se dispuseram a morrer pela verdade desta crença. Mas então surge a questão óbvia: O que no mundo fez-los acreditar em algo tão antijudeu e estranho? Luke Johnson, um estudioso do Novo Testamento na Emory University, comenta, “Alguma espécie de experiência poderosa e transformativa é necessária para gerar o tipo de movimento como o do cristianismo primitivo” . E também N. T. Wright, um eminente estudioso britânico, conclui, “Esta é a razão porque, como um historiador, eu não consigo explicar o surgimento do cristianismo primitivo a não ser por Jesus ressuscitando, deixando uma tumba vazia para trás” .
Em resumo, existem quatro fatos que são reconhecidos pela maioria dos estudiosos: o sepultamento de Jesus, a descoberta do túmulo vazio, suas aparições post-mortem, e a origem da crença dos discípulos em sua ressurreição.

O problema do mal – Parte 1

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Deus existe? William Lane Craig x Austin Dacey Parte 1/14

É preciso ser... (Revolução na Educação)



É possível ter para cada situação uma nova tomada de ação
Um estilo específico que ofereça ao aluno uma nova compreensão.
Não basta saber é preciso inovar, não basta ensinar é preciso motivar.
A questão não é só o que estamos falando, mas como estamos comunicando.

Se possível for vou me calar, mas se precisar posso até gritar.
Tudo para que um grande objetivo possa alcançar.
Não podemos deixar o melhor a ensinar se tornar um desacorçoar.
Pois a motivação pode ser transmitida por aquele ensina com vida.

É necessário comunicar com tamanha intensidade para que haja rentabilidade.
É preciso ensinar sem esquecer-se de amar para força também compartilhar.
É preciso entender que apesar do saber também é cogente ser
É necessário ensinar com coração pulsante para outros venham adiante.


Por Glésio Chaves Gomes
(Baseado nas Sete Leis do Aprendizado - Dr. Bruce Wilkinson)

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Dançar conforme a música

Estou procurando dançar conforme a música que Deus colocou a tocar.
Às vezes, erro os passos ou saio completamente do ritmo, mas continuo dançando.
Percebo que o ritmo não é sempre o mesmo, ele muda constantemente, não há possibilidade de prever o que virá.
Quase que diariamente faço ensaios para que possa dançar cada vez melhor
Às vezes, acho que não é necessário se dedicar tanto, parece que estou dançando em vão.
A música, às vezes, parece tão baixa que quase não escuto, ou tenho a impressão de que não estou ouvido-a mais.
Em momentos de crises chego a pensar que ela nunca existiu ou que nunca a ouvi de verdade.
Pessoas surgem para dançar comigo, algumas continuam como eu, outras um pouco diferente, outras desistem de dançar.
Às vezes eu mesmo me distancio tanto da música que quase não a ouço.
Na verdade muitas vezes me desgasto, sou tomado pelo desanimo, sinto vontade de parar de dançar.
Mas no fundo reconheço que esta música dá sentido ao meu viver, me trás alegria e motivação, sinto que não posso nem devo parar.
Quando faço isso sei que não é algo egoísta ou sem nenhuma finalidade, sei que minha atitude trás motivação a outros, muitos são incentivados a começarem ou continuarem dançando.
É bem verdade que dançar exige de mim renuncia, estabelecimento de prioridades, bom aproveitamento do tempo.
Mas, sinto que não consigo viver sem esta música, não posso parar de dançar.

Por Glésio Chaves Gomes